A proteção de dados pessoais passou a ocupar posição estratégica no debate jurídico contemporâneo. No contexto eleitoral, sua relevância tornou-se ainda maior diante da crescente digitalização das relações políticas.
A Justiça Eleitoral trata diariamente informações relacionadas ao cadastro de eleitores, registros de candidatura, filiações partidárias e diversos outros procedimentos indispensáveis ao funcionamento do sistema democrático. Por esse motivo, o cumprimento das obrigações previstas na Lei Geral de Proteção de Dados tornou-se um dever institucional permanente.
Além das atividades desempenhadas pelos órgãos eleitorais, partidos políticos e candidaturas também devem observar as diretrizes relacionadas ao tratamento de dados pessoais utilizados em atividades de comunicação e propaganda eleitoral.
A proteção da privacidade deixou de ser apenas uma questão tecnológica para se tornar um elemento essencial da confiança pública e da legitimidade democrática.